Ansiedade

Ansiedade afeta 18 milhões de brasileiros: quando a preocupação vira doença

O Brasil é o país com mais pessoas ansiosas do planeta, segundo a OMS. Entenda a diferença entre ansiedade normal e transtorno, o papel das telas e quando procurar ajuda.

16 de ago. de 20267 min de leitura

O Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no planeta, segundo a Organização Mundial da Saúde. A ansiedade já afeta 18 milhões de brasileiros, e o número real provavelmente é maior, porque muita gente nunca recebeu um diagnóstico.[2]

Os afastamentos por ansiedade também crescem rápido: em 2021, 49 mil pessoas foram afastadas do trabalho por transtornos de ansiedade. Em 2025, só até junho, mais de 81 mil funcionários já tinham entrado em licença médica pelo mesmo motivo.[2]

Ansiedade normal ou transtorno?

Frio na barriga antes de uma entrevista, coração acelerado antes de uma prova, expectativa antes de um encontro. Isso é ansiedade, e ela é necessária: prepara o corpo para desafios e dá energia para seguir em frente.[2]

O problema começa quando a ansiedade não dá trégua. Quando ela:

  • ultrapassa os limites da situação que a disparou;
  • aparece sem motivo aparente;
  • mantém o corpo em alerta por semanas seguidas;
  • começa a fazer você evitar compromissos, pessoas e lugares.

Aí ela deixa de ser um sinal útil e vira um transtorno, que tem tratamento.

O papel das telas

A dependência das telas tem piorado a saúde mental no Brasil.[2] A comparação constante com a vida dos outros, a checagem compulsiva de notificações e a dificuldade de ficar desconectado alimentam um estado de alerta permanente que conversa muito com a ansiedade.

Não é sobre demonizar o celular. É sobre notar quando o tempo de tela está roubando o sono, o descanso e a capacidade de estar presente.

Como é o tratamento

Existem várias frentes, e elas costumam se combinar: terapia (como a TCC), mudanças no estilo de vida, e em alguns casos medicação, sempre avaliada por um psiquiatra.[2]

A psicoterapia ajuda a entender o que dispara a ansiedade e a construir respostas diferentes para esses gatilhos. Não é sobre "parar de sentir", é sobre não deixar o medo mandar na rotina.

Se você se reconhece no que leu, procurar um psicólogo é um primeiro passo concreto, e não precisa esperar a crise piorar. Veja psicólogos em Salvador que atendem ansiedade.

Fontes

[2] G1 Bem Estar. Ansiedade: os tipos, os tratamentos e a influência das telas do transtorno que afeta 18 milhões de brasileiros